O assédio sexual e a violência decorrentes da desigualdade estrutural de gênero e no abuso de poder, os impactos emocionais e psicológicos de eventos que afetam a vida doméstica e a vida no trabalho, gerando medo e insegurança para as mulheres. Este foi um dos destaques do evento que Plano de Saúde IBCM realizou na quarta-feira, dia 18 de março, no Salão de Atos da Clínica do Menino Deus em Porto Alegre.
O encontro que teve como principal objetivo fazer uma profunda reflexão sobre as questões de assédio e violência que ainda afetam a vida de muitas mulheres no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Parte das atividades dedicadas ao mês da mulher (março), o evento trabalhou os temas “Assédio moral e sexual na relação de trabalho da mulher” e “Violência contra a mulher” através de um painel que reuniu lideranças femininas de destaque na segurança pública e na saúde mental, promovendo uma visão multidisciplinar sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no cotidiano pessoal e profissional.
Já na abertura do evento, a presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal (CDF) da IBCM, Clarice Pasqualotto, manifestou a importância da Instituição Beneficente Coronel Massot para a saúde dos servidores públicos, em especial da área de Segurança Pública, fazendo breve histórico. A presidente do CDF saudou a iniciativa do encontro e apresentou a advogada Adriana Bones, da Assessoria Jurídica da IBCM, e a analista de Desenvolvimento Humano e Organizacional, Janaína Lourenço como mediadoras do painel sobre o tema.
Em seguida, Clarice Pasqualotto anunciou as convidadas especiais da roda de conversa. Entre as convidadas confirmadas estavam a Cel. da BM, Cristine Rasbold, a Capitã da BM, Francini Fisch, a Delegada Eliana Parahyba Lopes (Diretora do Grupo de Resgate e Intervenção (GRI) da Polícia Civil e a Psicóloga Flávia Ferreira, chefe do Serviço de Psicologia da IBCM.
A mediadora e advogada Adriana Bones, por sua vez, expressou que “a presente roda de conversa tem por finalidade promover o esclarecimento, fomentar a reflexão crítica e reforçar a responsabilidade coletiva no enfrentamento da violência de gênero.”, disse ela.
Com a participação da também mediadora Janaína Lourenço diversas questões e estatísticas sobre assédio e violência contra as mulheres foram detalhadas para o público presente, constituído exclusivamente de mulheres. Foram abordados temas como o que diz a legislação, a fiscalização de medidas protetivas e de prevenção, a jornada da vítima, os efeitos mentais do assédio e da violência, a identificação do agressor, as consequências e repercussões na vida familiar e no trabalho.
Na avaliação de grande parte do público presente, o encontro mostrou-se elucidativo e alertou sobre a importância de tratar estas formas de violência e agressão de forma transparente na busca de uma solução social para estas questões.









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